segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

CONFLITOS DE AMOR


Esta semana assisti a alguns clássicos em DVD e outros nem tanto. Mas vale a referência visto que alguns nem chegam ao circuito de cinema, ficando, mesmo, no exemplar de tela pequena.
 “Conflitos de Amor” foi o título recebido nos cinemas brasileiros do original “La Ronde” do diretor Max Ophuls, com base num texto de Arthur Schmitzler. O filme é uma farsa comandada por um operador de carrossel que ao girar o brinquedo deixa circular diversos romances que têm como objetivo levar os pares ao leito. O veterano ator Anton Walbrook comanda o espetáculo. E ao longo do trajeto surgem nomes famosos do cinema europeu como Gérard Philippe, Simone Signoret, Serge Reggiani, Danielle Darrieux, Fernand Gravey, Simone Simon, Daniel Gélin, Odete Joyeux ,Isa Miranda, e Jean Louis Barrault.

Um trabalho típico de Ophuls, diretor vienense que era conhecido por orquestrar a sua linguagem como se estivesse “filmando uma valsa”. E é uma valsa de Oscar Strauss que pontua os encontros amorosos. O filme é um clássico autêntico de 1950.
Mas o título da coluna enseja pensar também em “Sonho de Amor”(Il Sogni del’Amore/Itália, 2009) de Luca Guadagnino. Aqui é o enfoque de uma família de alta riqueza de Milão que se desnuda a partir do enfoque da festa de aniversário do patriarca. Este anuncia que está deixando a sua indústria para o filho e o neto. A esposa do filho, de origem russa, não se contém com a ausência perene do marido. Acaba se apaixonando pelo melhor amigo do filho. E no meio tempo sabe que a única filha tem outra orientação sexual diferente da tradição familiar. Há tragicidade no final da história quando o herdeiro que poderia seguir os caminhos dos milionários sofre um acidente e sua mãe revela ao esposo a infidelidade. O final é operístico. Sem narrativa de forma linear como se via até então. É como se o cineasta quisesse evidenciar que o seu interesse se vale de observar a discrição de uma classe. Há quem lembre Visconti. Não é bem assim, pois a linha nos primeiros atos é francamente melodramática. Os que conhecem a obra de Douglas Sirk podem achar influência deste cineasta alemão que realizou filmes em Hollywood. Produção inédita nos cinemas locais apesar de seu grande potencial comercial.

“Um Conto Chinês” (Um Cuento Chino/Argentina, Espanha,2010) é excelente. Começa com uma cena de aparência surrealista (embora não seja assim pontuada): um casal troca juras de amor em um barco e, de um avião, cai uma vaca sobre a jovem namorada. Depois é focalizado um comerciante argentino que se apieda de um chinês que encontra no aeroporto (e só depois se sabe que é o par da jovem morta pela queda da vaca) e leva-o para a sua loja, onde também é a sua residência. A boa ação deve ser pouco tempo, mas o chinezinho não tem onde ficar. E o filme vai revelando o temperamento do argentino, suas manias, sua fuga de casos sentimentais a partir de uma desilusão amorosa. Mas o interessante é o modo como são construidas as situações a partir de tensões e contradições de personalidade onde o isolamento é responsável por sequelas de egoismo e aos poucos as culturas díspares conseguem falar a mesma língua.
Direção de Sebastian Borensztein. Outro filme de alto nível esquecido dos circuitos cinematográficos locais.

Ainda nos rol dos inéditos em tela grande está “Viagem”(Le Voyage em Douce/França, 1980) de Michel Deville. O enfoque é sobre duas amigas intimas que trocam confidências em uma viagem de recreio: Heléne(Dominique Sanda) e Lucie (Geraldine Chaplin). O roteiro original do próprio diretor privilegia as falas. Mas as atrizes são excelentes e conseguem manter a atenção do espectador com a ação limitada à paisagem. O teor erótico privilegiado não consegue diensionar convenientemente as personagens. Um filme curioso de um cineasta que surgiu no movimento “Nouvelle Vague”.
E “Minhas Tardes com Marguerithe” está sendo a sensação nas locadoras. Não deixem de assistir. Fiquei sensibilizada com o tema e o tratamento sobre a questão do idoso.

GATO MANHOSO


A série “Shrek” da empresa DreamWorks, lançou o gato manhoso que derivava de outra lenda, desta vez escrita por Charles Perrault e conhecida das crianças brasileiras no passado. O “Gato de Botas” (Puss in Boots) era um tipo até que divertido quando surgiu no mundo do ogro apaixonado e depois pai de familia. Agora a empresa deu a ele o papel principal de uma produção que leva o seu nome.
Dirigido por Chris Miller de um roteiro de Wiliam Davies e mais 3 colaboradores (citando Perrault) o filme decepciona quando quer estruturar o tipo como um conquistador latino, com passado na policia e, em seguida, guinado a perseguir um ladrão de feijões mágicos. No original, Miller usou a voz de Antonio Banderas para estimular o sotaque espanhol do herói. Não se pode desfazer o esforço do dublador, mas da caricatura anglo-americana para um sotaque que força a compreensão em português vai um bom caminho.
Confesso que não aturei o gato com pendores eróticos. Achei forçado como achei as imagens pesadas na penumbra que o roteiro passou a exigir. Para uma animação que atrai especialmente crianças, o resultado foi frustrante. Mais uma vez a DreamWorks perde para a PIXAR, concorrente que usa não só de técnica nos seus “cartoons” como de temas sensíveis (a exceção de “Carros 1 e 2”, imposição de John Lasseter, diretor do estúdio, ex-chefe do grupo de animadores da Disney, obcecado por automóveis- e afinal o ultimo filme foi o maior fracasso de público da produtora).
De minha parte espero ver “O Gato de Botas” em DVD supondo que as vozes originais melhorem o resultado. Do que vi pouco tenho a dizer. Mesmo porque a tecnologia na animação moderna, toda amparada por recursos digitais, goza de uma hegemonia saudável.
Quanto à primeira estréia do ano, “Imortais”, do indiano Tarsem Dhandawar Singh é uma aventura mitológica que brinca com os deuses e heróis gregos enfocando batalhas passadas na Idade de Bronze. Nada a ver com o cinema para a crítica (ou para festivais). O objetivo de divertir adolescentes pode ser saudável desde que os incite a procurar informações pertinentes sobre a Mitologia Grega. Lembro que na minha infância Monteiro Lobato fez publicar a série “Os 12 Trabalhos de Hercules” e por ele a garotada aprendeu quem era quem no Olimpo (o monte onde moravam os deuses). Pode ser que esse tipo de filme, agora popular, faça o mesmo efeito. Mas a postura está evidenciando muito mais a violência do que a gênese dos mitos. Com os avanços técnicos é muito mais barato filmar hoje as aventuras dos titãs do que numa época em que os produtores precisavam de artistas como Ray Harryhausen para elaborar “stop motion” ou designavam centenas de extras para determinadas seqüências épicas. Por isso se realizam muitas aventuras pseudo históricas. E a expectativa de lucro não é tão grande (posto que a garotada de videogame quer sempre mais alguma coisa). Mas em breve devo estar tratando do filme. Sem arriscar recomendação.
Um outro assunto, uma vez que este espaço mantém a sua promoção de trinta anos, é a recepção das listas de melhores filmes do ano dos leitores deste espaço e/ou os do meu blog. A importância da participação, para mim, revela-se não para medição do número de leitores/as, mas em função do comparativo que se faz em torno do que foi importante para o público assistir em tela grande e o que foi escolhido pelos membros da crítica. Por mais que seja exposta a relação destes ultimos, nem sempre o leitor ou leitora deste espaço sintoniza com alguns títulos. E essa diversidade é boa, haja vista demonstrar o acúmulo diferenciado sobre cinema das várias platéias. Diga-se isso até mesmo entre os membros da ACCPA cujas listas já foram aqui publicadas, mostrando essa diversidade. O filme de Pedro Almodóvar, “A Pele que Habito”, por exemplo, embora conste da relação final, muitos não gostaram do enfoque. O mesmo de “Film Socialism”, de Godard que graças a Deus se manteve entre os melhores.
Assim, convoco os leitores a mandarem suas listas pelo email ou para a portaria deste jornal até o próximo dia 10. Fico na espera.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

ALMODÓVAR E AS COBAIAS



Ao cinéfilo que reconhece em Pedro Almodóvar um resistente às tramas convencionais alio minha cumplicidade nessa idéia, reconhecendo que é nessa linha que a meu ver se inscreve o chamado cinema de autor. Porque o uso criativo das imagens renova-se a cada argumento proposto e executado. Sua inciação no cinema vem da realização de curtas metragens, bitola ao qual se dedicou de 1972 a 1978 tornando-se um dos incentivadores da contracultura e a partir daí crescendo o conhecimento mundial sobre sua obra, tornando-se representante do movimento cultural pop espanhol “La Movida”. Seu primeiro filme realizado em 16 mm foi“Pepi, Luci, Bom e outras Garotas” (1980) sendo lançado ao público em 35mm. Com seu irmão Augusto criou sua própria empresa de produção, El Deseo, S/A, até hoje responsável pelas suas realizações.

Ao avaliar os temas e o formato de argumentações para o cinema, a partir de sua obra, evidenciam-se tipos peculiares. Chamo atenção dos filmes considerados mais bem cotados no circuito de crítica como: “Fale com Ela”(2002); “Tudo Sobre Minha Mãe” (1999); “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos” (1988); “Carne Trêmula”(1997); “Volver”(2006); “A Lei do Desejo” (1986); “Má Educação”(2004); “De Salto Alto” (1991) “A Flor do Meu Segredo” (1995). A cada nova produção, os impactos para a crítica e o público em geral chegam a ser polêmicos, algumas delas sendo vistas como um soco no estômago de quem as assiste.

Seus principais temas estão assegurados sobre as relações sociais de gênero com ênfase na figura feminina, na transsexualidade, no poder. Nos reflexos de sua discussão sobre o modo dessas relações sociais se evidenciarem como relações de poder deve-se considerar que esse tem sido motivador de suas criações, como “Tudo sobre Minha Mãe”, uma obra que aponta o sentido da maternidade e da paternidade sem a vulgaridade em mostrar a constituição de uma familia tradicional, mas o processo identitário transformado desse grupo social. Na morte do filho e na busca do pai travesti e no sequenciamento desses relacionamentos supostamente obscuros entre as demais personagens, são esclarecidas as convivências naturais aparentemente incomuns, mas em clima de intensa poesia visual, mostrando a sensibilidade pela diversidade despojada do preconceito, sentimento que poderia enfraquecer a idéia da arte sensível que o diretor elabora na sua visão de mundo.

Em “A Pele que Habito” (2011), dividido em dois atos e mais um terceiro que agora percebi com mais detalhes, Almodovar não está querendo reverter em suspense o que vai desenvolver visto que esta ação poderá levar o público a se distanciar do que ele pretende firmar na temática. Verifique-se o primeiro ato, a partir da apresentação do cirurgião plástico, Robert Ledgard (Antonio Banderas) na expectativa perfeccionista de suas ações cirúrgicas sendo mostradas através do detalhamento de planos diversos sem explicitar muito sobre o que pretende. Explora sequências de enclausuramento de uma jovem, Vera (Elena Anaya),e das atitudes desta a partir de uma imensa tela supervisionada por uma mulher mais velha, Marilia (Marisa Paredes), cuja função objetiva a apoiar Robert que só depois se sabe ser seu filho. O cotidiano dessas suas personagens apresenta ambientes separados com formas especiais de contato entre as duas principais figuras, presas em mundos diferentes. A liberdade de Vera é obstruída embora seu gestual coreográfico supõe-na aceitar aquele limite. Pergunta-se então: é aceitação ou artificio enganoso o que a faz conviver com o médico nesse primeiro momento? O que representa a condição de experimento onde recortes de pele humana são preparados para plasmar-se em seu corpo? Torná-la presa e castrada de levar uma vida de jovem no seu gênero induzirá à sua aceitação dessa condição?

A compreensão desse primeiro ato será resolvida no segundo ato, com a referência “seis anos antes”, num longo flash back redutor das incompreensões do primeiro, tendendo ser explicativo. Nesse caso, o espectador se apossa dos motivos da ação do médico, quando a capacidade de transformação da anatomia humana se revela a castração de um gênero sexuado por outro, com os acintes de um sentimento de vingança, observados os condicionamentos anteriores – negação da criatura pelo criador, domínio das ações e tentativa de estimular o sentimento de afeto que a nova criatura demonstra por ele.

Então o terceiro e curto ato, “Volta ao presente”, possibilita uma nova versão à história de Vera, na imersão de sua dimensão psicológica de “ser transformado” às expectativas de seus artificios como a “nova criatura”. Momento de superação do constitutivo do modelo arquitetado para a redescoberta do próprio ser. Na pele habita aquele que é.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

PROMESSAS PARA VER EM CASA


            Cena de "Amor Sublime Amor", de Robert Wise e Jerome Robbins
Nada melhor para começar o ano novo do que saber que filmes queridos ainda não divulgados em DVD no Brasil, vão alcançar as telas de nossas TVs. As promessas das distribuidoras e a facilidade do “download” dão ao cinema domestico um posto nobre nos próximos meses, mormente para nós, de Belém, nem sempre agraciados com bom cinema em tela grande e, mesmo no âmbito nacional, quando alguns filmes escapam da linha de distribuição de diversas empresas.
No final de 2011 já apontaram clássicos como “O Incrível Homem que Encolheu”, “O Cangaceiro”,”Raquel Raquel”, “O Campeão”(de King Vidor,1933), “Fuga para a Vitória”(de John Houston com Pelé e Sylvester Stallone), “O Pequeno Polegar”(de George Pal com Russ Tamblyn),”Desconstruindo Harry”(de Woody Allen),”Desde que Partiste”(de John Cromwell),”Delírio de Loucura”(de Nicholas Ray) e”Maria Antonieta”(de Julien Duvivier e W.S. Van Dyke com Tyrone Power e Norma Shearer).
Em blu-ray segue uma série de filmes já lançados em DVD standard com o fascínio da imagem em alta definição. “Amor Sublime Amor” (West Side Story), o vencedor de 10 Oscar, foi lançado semana passada, assim como “Cidadão Kane”. O ruim é que os bônus desses filmes não são legendados. Tal como acontecia no inicio das edições em DVD simples.
Mas o cinéfilo quer mais. Minha predileção e meu filme de “cabeceira”, “A Velha Dama Indigna”(La Vielle Damme Indigine) de René Allio, é o pedido que faço para os que lançam DVDs, que até hoje não recebeu a atenção desses senhores. Trata-se de um belo filme que deu um prêmio à veterana Sylvie no I Festival do Rio de Janeiro. Mostra a “passagem” de uma mulher idosa (80 anos) de condicionada pelo casamento à independência (ao enviuvar) para realizar sonhos tão simples, como freqüentar um shopping, sentir um perfume nas mãos etc.
Em conversa com Pedro Veriano, de vez em quando lembramos títulos que marcaram nossas vidas e que não são, necessariamente, obras primas. O caso de “O Semeador de Felicidade”(Sincerily Tours) fenômeno de público em Belém (e só em Belém), único filme interpretado pelo pianista Liberace. Mais: “A Noiva” (La Novia) melodrama argentino com a então em moda Elsa Daniel, dirigido por Ernesto Arancibia. E, ainda, nessa área de cinefilia (nunca de critica), lembro de “Sinfonia Carioca” de Watson Macedo, de “A Última Felicidade” de Arne Mattson com Ulla Jacobson; de uma versão integral de “Brinquedo Proibido”(Jeus Interdits) de René Clément onde estão prólogo e epilogo com as crianças bem tratadas lendo um álbum que o menino (George Poujouly) inventa a história da guerra comovendo a parceira. E interessando mais o PV, a ficção sentimental “Jamais Te Esquecerei” (The House in the Square) de Roy Baker com Tryone Power, Ann Blyth e Michael Rennie. Lembro de “Desespero D’Alma”(Le Defroqué) em que Pierre Fresnais protagoniza um padre renegado.
Meus leitores estão enviando informes sobre os filmes que os marcaram em sessões do cinema Olympia, entrando no ano de seu centenário. O objetivo da enquete é a realização de uma semana com os títulos mais citados. Alguns ainda não existem em DVD como “O Último Encontro” (‘Till We Meet Again), de 1940 dirigido por Edmond Goukding com Merle Oberon e George Brent. E “Uma Sombra que Passa”(Death Takes a Holiday) de Mitchel Leisen com Frederic March . Estes filmes já foram citados.
Mas, felizmente, há muito já editado em disco digital e pode alcançar a tela centenária. Alguns votados: “ET”,”, ...E O Vento Levou”, “Rebecca A Mulher Inesquecível”, “Sinfonia de Paris”, “O Fim do Mundo”, “Belinda”, “Estranha Passageira”, “A Malvada”, “O Sexto Sentido”, “La Violetera” e “A Volta ao Mundo em 80 Dias”.Desses só “Belinda”e “O Fim do Mundo” ainda estão inéditos nas locadoras mas já existem para “baixar”na Internet.
Aproveito para saudar meus leitores e leitoras neste ano que se inicia. Que possamos estar juntos em mais um percurso cinematográfico pelas salas de Belém e neste espaço. Boas festas para todos/as!
 

UM RETOQUE FINAL – FILMES DO ANO





                                  Cena de "A Árvore da Vida", de Terrence Malick (2011)
Encerrando a retrospectiva do que assisti no cinema no ano de 2011, justifico minha lista de filmes. E, com isso, atendo aos leitores que não viram ou querem rever os títulos mencionados. Informo que alguns títulos já podem ser encontrado nas locadoras de vídeo.
“A Árvore da Vida” (The Tree of Life) é um poema em imagens livres. O autor (e neste caso se pode chamar de autor, pois o diretor escreveu o roteiro e produziu o filme), comparou a constituição da família (um exemplar da classe média, do Texas dos anos 1950) com a formação do mundo, exibindo o imediato “pós-big bang” com a chegada dos primeiros seres vivos e o inicio da batalha pela sobrevivência (o enfoque de um dinossauro pisando um outro animal de sua espécie). Esta comparação serve não só para dimensionar uma grandeza (o amor de pai, mãe e filhos) como um futuro em que o desequilíbrio ecológico se faz sentir com as grandes estruturas de concreto substituindo os vegetais e transformando o cenário (as palavras do filho mais velho do casal focalizado, na interpretação de Sean Penn, dizendo que “os homens estão destruindo o mundo”). Há um lado místico, a religiosidade das figuras, a visão poética de um encontro atemporal numa praia. A obra-prima de um cineasta bissexto: Terrence Malick. (DVD e Blu-ray).
“Tio Boonmee que Pode Recordar Suas Vidas Passadas” é um filme tailandês de um diretor respeitado em seu país, Apichatpong Weerasethakul. Apegado à cultura nacional, ele constrói os últimos anos da vida de um combatente na guerra local contra os comunistas vizinhos, colocando-o no centro de uma jornada para uma caverna, encontrando, antes, a esposa já falecida e um filho que tinha sido “encantado” por um animal da floresta. Quem quiser pode aludir com elementos culturais de outras regiões, mas a linguagem é muito peculiar, ressaltando os mitos do povo, mas também a fé na integração espírito/matéria. Recebeu a Palma de Ouro em Cannes 2010.
“Em Um Mundo Melhor” é um raro filme que aposta nos bons sentimentos, seguindo dois meninos, colegas de escola, que encontram formas de violência, de revidar essa violência e como os pais se portam nesse cenário. Excelente direção de Susanne Bier (Dinamarca). Oscar de melhor filme estrangeiro em 2011. (DVD).
“A Fita Branca” mostra a Alemanha pré-nazista, focalizando personagens de uma pequena comunidade que já experimentam a intolerância que geraria o trágico regime pós-1933. O diretor Michael Haneke esmera-se na criação de personagens e na cenografia, dimensionando uma época. Realizado em preto e branco ganhou muitos prêmios internacionais. (DVD)
“Filme Socialismo” é o mais recente filme do veterano Jean Luc Godard, um dos criadores do movimento “nouvelle vague” que mudou não sô o cinema francês. Aqui ele focaliza uma viagem marítima e varias personagens que discutem o cenário político de uma época, a história sendo visitada de uma forma crítica às correntes de pensamento que mudaram o mundo. Uma abordagem bem godardiana, na absoluta liberdade de narrativa. (DVD e Blu Ray)
“Cópia Fiél” é o primeiro filme francês do cineasta iraniano Abbas Kiarostami. Tipo um road movie urbano e cultural de um casal que discute o valor da cópia de uma obra de arte. Ele pintor, ela uma antiquariata (dona de uma loja de objetos antigos). Excelente atuação de Juliette Binoche.(DVD)
‘A Pele que Habito” do cineasta espanhol Pedro Almodóvar numa concepção que pode parecer ficção-cientifica ou simbolismo, mas que, na verdade, vai dentro de outras vertentes, até mesmo na discussão tão atual sobre a modelagem estrutural do ser humano na perspectiva das relações de gênero. Há evidências ainda no que se viu como Frankenstein erótico. Retorno de Almodovar com seu ator dos primeiros tempos, Antonio Banderas.
“Inverno da Alma” é todo o rito de passagem de uma menina num espaço violento. Revelação da atriz Jennifer Lawrence.(DVD e Blu Ray)
“Meia Noite em Paris” exemplar da criatividade de Woody Allen, adentrando pela “belle epoque”parisiense no que se refere à cultura.( DVD e Blu Ray).
“Melancholia”, do dinamarquês Lars Von Trier vê o fim de mundo a partir de desilusões que ilustram a iminente tragédia da astronomia no plano individual. (DVD).

LISTAS INDIVIDUAIS DE FILMES 2 – MEMBROS DA ACCPA



Os membros da ACCPA apresentaram suas listas individuais, algumas constando todas as categorias. Registro as 11 listas dos colegas.  A foto acima é de um dos filmes mencionados, "Em Um Mundo Melhor".

Marco Antonio Moreira Carvalho
1) “A Árvore Da Vida”
2)”Cópia Fiel”
3) “Filme Socialismo”
4)”Tio Boonmee Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas”
5)“A Fita Branca”
6)”Melancholia”
7)”Em Um Mundo Melhor”
8) )”Meia-Noite Em Paris”
9) “Bravura Indômita”
10) )”Inverno Da Alma”

Arnaldo Prado Jr.
1.A Árvore da Vida
2. Melancolia
3. Filme Socialismo
4. Cisne Negro
5. Em um Mundo Melhor
6. A Fita Branca
7. Reencontrando a Felicidade
8. Cópia Fiel
9. Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas
10. Meia-Noite em Paris

José Otávio Pinto
1.Filme Socialismo
2.Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas
3.A Árvore da Vida
4.Cópia Fiel
8.A Fita Branca
9.Meia Noite em Paris
10.Além da Vida.

Ismaelino Pinto

1. Arvore da Vida
2. Meia noite em Paris
3. A pele que habito
4. Cisne Negro
5. Melancolia
6. O discurso do Rei
7. Palhaço
8. Rio Sonata
9. Reencontrando a Felicidade
10.Você vai conhecer o homem dos seus sonhos

Fernando Segtowick

1.Árvore da Vida
2.Fita Branca
3.Cisne Negro
4.Meia Noite em Paris
5.Melancholia
6.Tio Boonmee que pode recordar suas vidas passadas
7.Em um mundo melhor
8.Super 8
9.Rango
10.Um lugar Qualquer

 Francisco Cardoso (Cine Unama)
01. Cópia Fiel
02. Em um Mundo Melhor
03. A Árvore da Vida
04. A Fita Branca
05. Meia Noite em Paris
06. Homens e Deuses
07. Melancolia
08. Cisne Negro
09. Além da Vida
10. A Pele que Habito

Lorena Montenegro

1. Árvore da Vida
2.Melancholia
3.O Palhaço
4.Cópia Fiel
5 .Meia Noite em Paris
6. Terra da Lua Partida
7. Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas
8. Um Lugar Qualquer (Sofia Coppola)
9 .Biutiful
10. Rango

Dedé Mesquita
1- Melancolia

2 - Cisne Negro
3 - Em um mundo melhor
4 - O palhaço,
5 - A fita branca,
6 - Meia-noite em Paris,
7 - A pele que habito
8 - A árvore da vida
9 - O mágico
10 - Inverno da alma

Maiolino Miranda
1. Meia noite em Paris
2. Cópia Fiel
3. Bravura Indômita
4. Além da vida
5. O discurso do Rei
6. Deuses e homens

7. Árvore da vida
8. Melancholia,
9. O mágico
10. Cisne Negro


Elias Neves Gonçalves
1. A árvore da Vida
2. Melancholia
3. Cisne Negro
4. Cópia Fiel
5. A Fita Branca
6. Meia-Noite Em Paris
7. Em Um Mundo Melhor
8. Reencontrando A Felicidade
9. Homens E Deuses
10. A Pele Que Habito

Raoni Arraes
1.Filme Socialismo
2.Cisne Negro
3.A pele que Habito
4.Meia Noite em Paris
5.O discurso do Rei
6.A árvore da vida
7.O Planeta dos Macacos: a Origem
8.Vips
9.127 horas
10. Rango

LISTAS INDIVIDUAIS - MELHORES FILMES DO ANO 2011

PEDRO VERIANO
(A Voz de Nazaré)
1-A ÁRVORE DA VIDA
2-EM UM MUNDO MELHOR
3-A FITA BRANCA
4-O DISCURSO DO REI
5-INVERNO DA ALMA
6-CÓPIA FIEL
7-HOMENS E DEUSES
8-RANGO
9- MEIA NOITE EM PARIS
10-CONTRA O TEMPO
Outras categorias:
Ator-COLIN FIRTH (O Discurso do Rei)
Atriz- JENNIFER LAWRENCE (Inverno da Alma)
Ator coadjuvante- CHRISTIAN BALE (O Vencedor)
Atriz coadjuvante- CHARLOTTE GAISBOURG (Melancholia)
Diretor-TERRENCE MALICK (A Arvore da Vida)
Roteiro original- Bem Ripley (Contra o Tempo)
Roteiro adaptado- Debra Granik e Anne Roselini (Inverno da Alma)
Fotografia- Johanne Debas e Darius Kondji (Meia Noite em Paris)
Música (Trilha sonora)- Stephane Wrembel (Meia Noite em Paris)
Edição (Montagem)- Robert Duffy e Chris Lebenzon (Incontrolável)
Som- Mark Stoeckinger (Incontrolável)
Figurino-Jenny Beavan(O Discurso do Rei)
Efeitos Visuais- Equipe de “Além da Vida”
Melhor Documentário - Leite e Ferro, de Claudia Priscilla, Brasil, 2010, DOC, 72’
Prêmio ACCPA– Destaque especial do ano – Cinema Brasileiro –
“Matinta”,de Fernando Segtovich e “Ribeirinhos do Asfalto”, de Jorane Castro

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

ACCPA ELEGE MELHORES DO ANO 2011


Se antes a reunião anual dos críticos de cinema do Pará (APCC) era exatamente no dia 25, atualmente (ACCPA), essa data tem sido deslocada para antes ou depois desse dia. Ainda a lembrança: se a secretaria da reunião era marcada pela presença do querido Edwaldo Martins que expressava o humor ao perfil dos colegas e algumas regras que de vez em quando tensionavam, hoje, essa função está a cargo do vice-presidente da entidade, Arnaldo Prado Jr. que agrega outros colegas, como o Francisco Cardoso para auxiliá-lo na contagem dos pontos. De formal, avança para a informalidade e descontração entre pessoas que há quase cinquenta anos formaram um grupo, de jornalistas e seus amigos para avaliar o que de bom, em termos de cinema, as salas de Belém haviam exibido ao público desta cidade. Despojados da intenção de “ditarem” gostos por esse ou aquele filme, a noite da reunião para a escolha dos melhores filmes do ano segue a tradição e se torna, também, um momento de expressar afetos, tanto entre pessoas que amam o cinema. Nada de pedantismos nem querer bancar os sapientes, apenas devolvem um pouco do seu saber pessoal nessa ação. Sou uma das mais convictas de que se trata de um momento de confraternização mais do que de escolhas específicas de filmes.
Este ano a eleição dos melhores filmes se deu no último dia 22. Aproveitando o espaço, hoje relaciono a lista geral que considerou a síntese das listas individuais dos membros da ACCPA. Nas próximas colunas estarei publicando as demais de cada colega. Na oportunidade, agradeço o comparecimento de todos, salvo os que (2) por razões superiores, somente enviaram suas listas, Maiolino Miranda e José Augusto Pacheco. Mas fomos realmente agraciados com a presença de um dos pioneiros da crítica em Belém, Antonio Munhoz Lopes, que escrevia sobre cinema no jornal católico “A Palavra”.

Confira a lista completa:
Melhores Filmes

1) "A Árvore da Vida" de Terrence Mallick – 111 pts.
2) "Melancholia" de Lars Von Trier – 78 pts.

3) Meia Noite em Paris" de Woody Allen – 67 pts.
4) "A Fita Branca" de Michael Haneke – 66 pts.

5)"Cópia Fiel" de Abbas Kiarostami – 61 pts.
6) "Cisne Negro" de Darren Aronofsky – 57 pts.

7) "Em Um Mundo Melhor" de Sussane Bier – 52 pts.
8) "Filme Socialismo" de Jean-Luc Godard – 50 pts,

9) Tio Boonmee que pode Recordar suas Vidas Passadas" de Apichatpong Weerasethakul – 46 pts.
10) "A Pele que Habito" de Pedro Almodóvar – 30 pts.

Demais Categorias

Melhor Diretor: Terrence Malick (A Árvore da Vida)
Melhor Ator: Collin Firth (O Discurso do Rei)
Melhor Atriz: Natalie Portman (Cisne Negro)
Melhor Ator Coadjuvante: Christan Bale (O Vencedor)
Melhor Atriz Coadjuvante: Charlotte Gainsbourg (Melancholia)
Melhor Montagem: A Árvore da Vida
Melhor Direção de Arte: Meia-Noite em Paris
Melhor Fotografia: A Árvore da Vida
Melhor Trilha Sonora: Melancholia
Melhor Canção Original: “If I Rise” – Florence and The Machine (127 Horas)
Melhor Figurino: Meia-Noite em Paris
Melhor Roteiro Original: Melancholia
Melhor Roteiro Adaptado: Tio Boonmee/Inverno da Alma
Melhor Efeito Especial: Melancholia
Melhor Animação: O Mágico/Rango
Melhor Documentário: A Terra da Lua Partida
Prêmio ACCPA - Destaque do Ano - Cinema Brasileiro : "Matinta" e "Ribeirinhos do Asfalto".
Colin Firth , considerado o melhor ator por "O Discurso do Rei".

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

RELAÇÃO DOS MELHORES FILMES – 2011 LUZIA ÁLVARES (O LIBERAL)



FILMES

  1. A ÁRVORE DA VIDA (EUA) de Terrence Malick
  2. TIO BOONMEE, QUE PODE RECORDAR SUAS VIDAS PASSADAS, de Apichatpong Weerasethakul, 2010
  3. EM UM MUNDO MELHOR (Dinamarca/Suécia) de Susanne Bier
  4. A FITA BRANCA(Alemanha) de Michael Haneke
  5. FILME SOCIALISMO, de Jean-Luc Godard, 2011
  6. CÓPIA FIEL (França) de Abbas Kierostami
  7. A PELE QUE HABITO, de Pedro Almodovar, 2011
  8. INVERNO DA ALMA (EUA) de Debra Granik
  9. MEIA NOITE EM PARIS (EUA/França) de Woody Allen
  10. MELANCHOLIA (Dinamarca) de Lars Von Triers.

DIRETOR- Terrence Malick (A Árvore da Vida)
ATOR - Colin Firth (O Discurso do Rei)
ATRIZ - Jennifer Lawrence(Inverno da Alma)
ATOR COADJUVANTE - Christian Bale (O Vencedor)
ATRIZ COADJUVANTE - Charlotte Gaisbourg (Melancholia)
EDIÇÃO – Hank Corwin, Jay Rabinowitz, Daniel Rezende, Billy Weber e Mark Yoshikawa (A Arvore da Vida)
FOTOGRAFIA -  Johanne Debas e Darius Kondji (Meia Noite em Paris)
CENOGRAFIA – (Direção de Arte) Anja Muller de A FITA BRANCA
TRILHA SONORA - Stephane Wrembel (Meia Noite em Paris)
ANIMAÇÃO- Rango
EFEITO ESPECIAL – Brian Cross e Ryan Round  de “A Árvore da Vida”
ROTEIRO ADAPTADO - Debra Granik e Anne Roselini (Inverno da Alma)
ROTEIRO ORIGINAL – Terrence Malick (A Árvore da Vida)
FIGURINO – Jenny Beavan (O Discurso do Rei)
CANÇÃO ORIGINAL - Des Choses Comme Ça (Patty Smith) FILME SOCIALISME, de Jean-Luc Godard, 2011
MELHOR DOCUMENTÁRIO – “Leite e Ferro”, de Claudia Priscilla, Brasil, 2010, DOC, 72’
PRÊMIO ACCPA – Destaque especial do ano – Cinema Brasileiro :
“Matinta”, de Fernado Segtovich e “Ribeirinhos do Asfalto”, de Jorane Castro

O NATAL NO CINEMA



Está novamente em cartaz, em Belém, o clássico de Frank Capra (1897-1904) “A Felicidade Não Se Compra”(It’s a Wonderful Life/EUA,1946, foto). Há certo consenso de que se trata de um dos filmes mais adequados a abordar o Natal. O lançamento dessa produção deu-se no período natalino e Capra, juntamente com o ator James Stewart, fizeram a publicidade do mesmo circulando através do território norte-americano em monomotor que deafiava as tempestades de neve, para “vender” o filme.

Creio que a maioria dos leitores já assistiu ou ouviu comentários sobre o enredo desse filme, onde pontua a história de George Bailley (Stewart), gerente de uma imobiliária, na pequena e fictícia cidade Bedford Falls que embora tenha conseguido criar uma família ideal, casando-se com a namorada de infância, Mary (Donna Reed), não conseguiu amolecer o coração do banqueiro Henry Potter(Lionell Barrymore). A ambição deste era comandar o comércio do lugar (como já mandava no meio bancário) e, para isso, tudo fazia para prejudicar o concorrente, culminando com a ocultação de uma soma que o tio de George (Thomas Mitchell) iria depositar na conta da firma e que, no meio do caminho, ao encontrar-se com o velho sovina, dizendo-lhes impropérios, esqueceu de tirar a quantia que havia embrulhado em um jornal pertencente ao próprio Potter. Na noite de Natal, George tenta o suicídio quando vê falhar as ações para conseguir o dinheiro e manter limpo o nome da família, mas as preces da mulher, filhos e amigos é atendida por Deus que remete à Terra o anjo da guarda (Henry Travers) do personagem, um tipo simpático que atendendo a um desejo do quase-suicida faz com que ele perceba como poderia estar a comunidade se ele não tivesse nascido.

A fábula, concebida por Philip Van Doren Stern, comoveu gerações. Principalmente na forma exemplar dada por Capra, um mestre na linguagem cinematográfica tradicional.
A trama apresenta muitos sub-temas, inclusive, alguns que sugerem as discussões sobre o processo econômico da época, a situação de guerra “vendendo” armas e construindo heróis. Mas, acima de tudo, favorece a perspetiva dramática de uma pessoa que se sacrifica sempre pelos outros afogando seus desejos profissionais para garantir a solidariedade humana.

O filme, desta vez, ocupa o cinema Olympia em sessão de 18h30 até o próximo dia 30 (exceto no dia 26).

Há outros filmes que trataram do Natal e que podem ser vistos ou revistos em casa através do DVD.

“Feliz Natal” é um titulo que gerou 2 filmes: o franco-alemão de Christian Carion, recém-reexibido por aqui, e o de Selton Melo que focaliza uma família desasjustada. Já “Um Conto de Natal” é outro dessa época, de Arnaud Desplechin, com Catherine Deneuve. Os dois exemplos foram sombrios na abordagem de microcosmos sofridos. Só o primeiro traz o recado bem natalino de confraternização, ao focalizar um hiato na Primeira Guerra quando as tropas em conflito se uniram numa cerimônia religiosa.

Uma comédia, “Papai Noel às Avessas”(Bad Santa/2003) chega aos bons sentimentos através de um autentico vilão travestido de Papai Noel e trabalhando em lojas, sem acreditar no seu próprio trabalho. Um garotinho que acreditava no velhinho amolece (em parte)o coração do amargurado profissional. Filme interessante(e nada piegas) de Terry Zwigoff.

Em “Simplesmente Amor”(Love Actually) varias histórias convergem na época natalina. Em “Milagre na Rua 34”(Miracle inn 34th Street), em duas versões (a melhor é a dos anos 40 aqui chamada de “De Ilusão Também se Vive”), Papai Noel visita uma cidade norte-americana. As animações “Expresso Polar”, “O Estranho Mundo de Jack” e, agora, “Operação Presente” focalizam mais o mito do “bom velhinho”, e o “Christmas Carrol” de Charles Dickens mereceu muitas versões sendo as melhores a de 1938 de Edwin L.Marin e a musical de 1970 (“Adorável Avarento/Scrooge) de Ronald Neame.

Penso o Natal de uma forma bem racional como algumas pessoas me dizem. Acredito que nesse tempo há possibilidade de rever e refletir sobre os acúmulos de ações que realizamos durante o ano, mas não deve se resumir nessa única data para a solidariedade e o afeto aos que estão na nossa convivência. De qualquer maneira deve ser uma época em que possamos sentir que de alguma maneira fizemos algo de bom. Pensar em nós proprios é também uma forma de amor no Natal.

Aos meus leitores e leitoras um Feliz Natal com o melhor do cinema para esse tempo.