terça-feira, 3 de janeiro de 2012

PROMESSAS PARA VER EM CASA


            Cena de "Amor Sublime Amor", de Robert Wise e Jerome Robbins
Nada melhor para começar o ano novo do que saber que filmes queridos ainda não divulgados em DVD no Brasil, vão alcançar as telas de nossas TVs. As promessas das distribuidoras e a facilidade do “download” dão ao cinema domestico um posto nobre nos próximos meses, mormente para nós, de Belém, nem sempre agraciados com bom cinema em tela grande e, mesmo no âmbito nacional, quando alguns filmes escapam da linha de distribuição de diversas empresas.
No final de 2011 já apontaram clássicos como “O Incrível Homem que Encolheu”, “O Cangaceiro”,”Raquel Raquel”, “O Campeão”(de King Vidor,1933), “Fuga para a Vitória”(de John Houston com Pelé e Sylvester Stallone), “O Pequeno Polegar”(de George Pal com Russ Tamblyn),”Desconstruindo Harry”(de Woody Allen),”Desde que Partiste”(de John Cromwell),”Delírio de Loucura”(de Nicholas Ray) e”Maria Antonieta”(de Julien Duvivier e W.S. Van Dyke com Tyrone Power e Norma Shearer).
Em blu-ray segue uma série de filmes já lançados em DVD standard com o fascínio da imagem em alta definição. “Amor Sublime Amor” (West Side Story), o vencedor de 10 Oscar, foi lançado semana passada, assim como “Cidadão Kane”. O ruim é que os bônus desses filmes não são legendados. Tal como acontecia no inicio das edições em DVD simples.
Mas o cinéfilo quer mais. Minha predileção e meu filme de “cabeceira”, “A Velha Dama Indigna”(La Vielle Damme Indigine) de René Allio, é o pedido que faço para os que lançam DVDs, que até hoje não recebeu a atenção desses senhores. Trata-se de um belo filme que deu um prêmio à veterana Sylvie no I Festival do Rio de Janeiro. Mostra a “passagem” de uma mulher idosa (80 anos) de condicionada pelo casamento à independência (ao enviuvar) para realizar sonhos tão simples, como freqüentar um shopping, sentir um perfume nas mãos etc.
Em conversa com Pedro Veriano, de vez em quando lembramos títulos que marcaram nossas vidas e que não são, necessariamente, obras primas. O caso de “O Semeador de Felicidade”(Sincerily Tours) fenômeno de público em Belém (e só em Belém), único filme interpretado pelo pianista Liberace. Mais: “A Noiva” (La Novia) melodrama argentino com a então em moda Elsa Daniel, dirigido por Ernesto Arancibia. E, ainda, nessa área de cinefilia (nunca de critica), lembro de “Sinfonia Carioca” de Watson Macedo, de “A Última Felicidade” de Arne Mattson com Ulla Jacobson; de uma versão integral de “Brinquedo Proibido”(Jeus Interdits) de René Clément onde estão prólogo e epilogo com as crianças bem tratadas lendo um álbum que o menino (George Poujouly) inventa a história da guerra comovendo a parceira. E interessando mais o PV, a ficção sentimental “Jamais Te Esquecerei” (The House in the Square) de Roy Baker com Tryone Power, Ann Blyth e Michael Rennie. Lembro de “Desespero D’Alma”(Le Defroqué) em que Pierre Fresnais protagoniza um padre renegado.
Meus leitores estão enviando informes sobre os filmes que os marcaram em sessões do cinema Olympia, entrando no ano de seu centenário. O objetivo da enquete é a realização de uma semana com os títulos mais citados. Alguns ainda não existem em DVD como “O Último Encontro” (‘Till We Meet Again), de 1940 dirigido por Edmond Goukding com Merle Oberon e George Brent. E “Uma Sombra que Passa”(Death Takes a Holiday) de Mitchel Leisen com Frederic March . Estes filmes já foram citados.
Mas, felizmente, há muito já editado em disco digital e pode alcançar a tela centenária. Alguns votados: “ET”,”, ...E O Vento Levou”, “Rebecca A Mulher Inesquecível”, “Sinfonia de Paris”, “O Fim do Mundo”, “Belinda”, “Estranha Passageira”, “A Malvada”, “O Sexto Sentido”, “La Violetera” e “A Volta ao Mundo em 80 Dias”.Desses só “Belinda”e “O Fim do Mundo” ainda estão inéditos nas locadoras mas já existem para “baixar”na Internet.
Aproveito para saudar meus leitores e leitoras neste ano que se inicia. Que possamos estar juntos em mais um percurso cinematográfico pelas salas de Belém e neste espaço. Boas festas para todos/as!
 

Um comentário:

  1. Luzia, concordo com tudo que vc postou, principalmente com : a velha dama indigna, um filme sensacional, e o último encontro (com Merle Oberon).Será que vc com seu prestígio de crítica de cinema de "O Liberal", conseguiria que esses filmes fossem levados aos canais de nossa TV? Estou torcendo por isso! Um grande abraço.Tereza

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