segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

FÁBULA MODERNA



Novos programas em DVD “entram em cena” na sessão diária de quem, além da atividade para este jornal, tem interesse em assistir às novidades que são lançadas nesse circuito de vídeo. Esta semana assisti alguns inéditos e outros não.
“Menino de Ouro”(Foster/UK 2010, foto) é uma raridade posto que um filme subestimado, exibido em brancas nuvens fora de seu país natal, a Inglaterra. O diretor-roteirista Jonathan Newman havia filmado a mesma historia, em um curta-metragem de 2005. Considerou ampliar para o longa tendo de mudar o ator infantil, Preston Nyman, hoje com 15 anos. Achou Maurice Cole. E ele é o perfeito Eli (antes e chamava Zach), um misterioso garoto de 7 anos que surge no orfanato onde um casal procura adotar uma criança para minorar a dor da perda do único filho, vitimado por aceidente de carro e, pela incapacidade da mãe (Zooey/Tony Collete), apenas no entender dela (não dos médicos que a assistiam) em gerar outra criança. Eli acena para quem seria a sua mãe adotiva. E aparece na casa dela, viajando de taxi, com papéis de adoção sem que o tratamento burocrático para  isso tivesse sido concluído. Como a diretora do orfanato é acidentada e não pode responder pelo caso, o menino vai ficando em um novo lar e as suas atitudes, próprias de adulto, geram entusiasmo especialmente por Alec (Joan Gruffud) o pai adotivo, diretor de uma fábrica de brinquedos e está próximo de ir à falência com a crise econômica do momento. Em tudo o garoto Eli dá o seu palpite dando jeito. Veste-se sempre num figurino clássico - paletó, gravata e chapéu – e diz que “um homem deve estar sempre bem vestido”. Complementando o mistério, há um mendigo no jardim e no cemitério próximos à casa de Alec & Zooey, que diz acreditar em fadas e não se furta em aceitar uma ceia de Natal com a família do amiguinho excêntrico.
O filme é desses que hoje causa estranhamento na produção de um cinema pretensamente realista. O tom de fábula, acima de um conto de Natal melodramático, implica numa atenção com risos e lágrimas dos espectadores. Os interpretes fazem a festa, especialmente o garoto Maurice que mesmo pesquisando na web não consegui encontrar nenhum dado sobre ele, salvo o ter participado, depois deste “Menino de Ouro”, em um episódio da telesérie “Doctor Who”(2011). Ele é uma graça na sua pose de homenzinho sabido (e, na verdade, mais alguma coisa que se vai saber durante o filme).
O programa “all family” de boa qualidade que chega às locadoras. Aproveitem.
Premiado internacionalmente “Missão do Gerente  de Recursos Humanos”(The Human Resources Manager/Israel,2010) trata da morte da funcionária romena de uma indústria de massas em um atentado terrorista em Tel-Aviv. O gerente que dá título ao filme leva o corpo para a terra dela, mas a mãe da morta explica que a jovem filha não gostava dali, que seu sonho era morar em Israel. Começa então a viagem de volta que é feita num tanque de guerra uma vez que o veiculo da viagem inicial foi danificado.  Uma critica à burocracia e uma metáfora da situação política atual do Oriente Méio. Direção de Eran Rikus. Imperdível. Inédito por aqui.
Outro filme inglês inédito nos cinemas é “Reflexos”(Broken/UK 2010). A superstição de que um espelho que se quebre é azar para quem quebrou mescla-se com “Alice no País do Espelho” de Lewis Carrol. Uma radiologista é a peça mais importante dessa trama de terror cuja narrativa se mostra confusa numa linguagem pretensiosa. Mas que não deixa de ser interessante. Direção e roteiro de Sean Ellis. Fotografia premiada no Stiges (Festival de Catalonia).
Na oportunidade, retorno á uma lista de 5 DVDs indicados por este espaço aos leitores. E solicito àqueles que assistirem a um bom programa nessa mídia, podem mandar para a colunista que publicarei nesta seção. É um serviço aos que andam à cata de bons dvds.

DVDS INDICADOS
1.   Menino de Ouro
2.   Missão do Gerente  de Recursos Humanos
3.   Toda Forma de Amor
4.   O Pequeno Polegar
5.   Reflexos 

Nenhum comentário:

Postar um comentário