sexta-feira, 26 de outubro de 2012

JAMES BOND CINQUENTÃO- NA PROGRAMAÇÃO


 Daniel Craig e a Rainha Elizabeth
Grandes atrações estreiam esta semana em Belém: “007 Operação Skyfall” e “Gonzaga de Pai pra Filho”. Eses filmes devem estar em salas dos dois circuitos comerciais nos shoppings da cidade.
Na área extra prossegue “Fausto”, de Alexandr Sokurov, no Cine Estação (de hoje a domingo), já considerado um dos melhores filmes deste ano pela critica local. E, no Olympia, segue a mostra de melodramas com títulos que marcaram época.

“007 Operação Skyfall” (EUA, 2012) é o 23º filme do personagem criado por Ian Fleming. Com exceção de Tarzan ele é o mais duradouro tipo em aventuras filmadas. Desde 1962, ou seja, exatamente há 50 anos, quando estreou “O Satânico Dr No”(Dr No), essa figura já teve as caras dos atores: Sean Connery (6 filmes), George Lazenby (1), Roger Moore (7), Timothy Dalton (2), Pierce Brosnan (4) e agora Daniel Craig(3).
O personagem 007 ganhou fama quando o então presidente John Kenneedy disse,numa entrevista, que seu livro de cabeceira, na época, era “Dr No”. Logo os produtores Harry Saltzman e Albert Broccoli assumiram a tarefa de levar a trama ao cinema e escolheram o ator escocês Sean Connery para o papel principal. Iniciava-se a grande franquia que resistiu ao autor da obra literária original e hoje se adapta às novas tecnologias adentrando pelo terreno da ficção cientifica.

O novo filme, um detalhe do passado de Bond (Daniel Craig), leva-o a um conflito com M (Judi Dench), sua chefa imediata, e um motivo de suspense quando entra em cena M16. Alias, o diretor Sam Mendes evitou contar a trama para a imprensa internacional. O trailler já mostra que Bond fica em perigo de morte. Mas isso não é novidade. Resta saber como esse perigo vai prender o espectador na poltrona do cinema por mais de duas horas.

“Gonzaga De Pai Pra Filho”(Brasil, 2012) é dirigido por Breno Silveira (de “Os Filhos de Francisco” e do recente “Na Beira do Caminho”) e se baseia em entrevista com Gozaguinha, o filho do Rei do Baião, falecido prematuramente em um desastre. Há menção ao relacionamento tumultuoso entre pai e filho e a infância difícil do músico.
Muito se espera desta homenagem ao compositor e sanfoneiro que faria 100 anos neste 2012. As filmagens foram feitas na terra dele, Exu (Pe), e no Rio de Janeiro. O filme ganha lançamento nacional e tem Júlio Andrade como Gonzaguinha e Nivaldo Expedito de Carvalho como Gonzagão (ou Lua).

No cinema Olympia encerra-se a mostra de melodramas clássicos hoje com “Madame X” e amanhã com “Amar foi Minha Ruína”. No domingo haverá um programa especial de filmes de animação (curta metragem) homenageando o dia consagrado a esse gênero de cinema. E na 3ª feira inicia uma nova mostra, desta vez dedicada aos melhores filmes dirigidos por Alfred Hitchcock. Serão exibidos: “O Homem que Sabia Demais”, “Intriga Internacional”, “Janela Indiscreta”, “Os Pássaros”, “Um Corpo que Cai” e “Psicose”.

“Amar foi minha Ruina”(Leave her to Heaven/EUA,1946) baseia-se no livro de Bem Ames Williams e focaliza uma socialite (Gene Tierney) que se casa com um homem(Cornel Wilde) que conheceu numa viagem de trem desprezando o interesse que por ela tinha um politico (Vicent Price) em ascensão. Desfazer o casamento sem perder status, além de alimentar ciúmes da irmã (Jeanne Crain), faz com que ela tome atitudes dramáticas. O desempenho de Tierney foi muito elogiado e ela chegou a ter uma indicação(a única de sua carreira)ao Oscar. Direção de John M. Stahl.
“Madame X” (1966), filme de David Lowe Rich deu motivo a uma das primeiras telenovelas brasileiras (“A Ré Misteriosa”, na TV Tupi). No filme, Lana Turner protagoniza a mulher fracassada no casamento que se torna criminosa e é defendida em júri pelo filho que não sabe ser ela a sua mãe.

As sessões do Olympia são sempre às 18h30 e o ingresso é gratuito.

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